
AGENDA
MULHERES NA LITERATURA
A autoria feminina em diálogo
Ao longo da história literária brasileira, a presença das mulheres foi muitas vezes atravessada pelo apagamento, pela desvalorização crítica e pela dificuldade de circulação de suas obras. Ainda assim, escritoras de diferentes épocas e regiões construíram produções fundamentais para compreender nossa língua, nossa cultura e nossas formas de imaginar o mundo. Revisitar essas trajetórias, questionar os critérios de consagração e ampliar os repertórios de leitura é uma tarefa urgente — e coletiva.
Dentro da programação especial de março, mês em que a Acaso dedica suas atividades à reflexão sobre a experiência das mulheres, realizamos a mesa de bate-papo “Mulheres na literatura”, um encontro voltado ao debate crítico sobre autoria feminina, cânone literário e os mecanismos históricos que contribuíram para o silenciamento de tantas vozes.
A conversa propõe lançar luz sobre autoras brasileiras que, apesar da relevância de suas obras, permaneceram por muito tempo à margem dos currículos, das editoras e dos grandes debates públicos. Nomes como Maria Firmina dos Reis, Júlia Lopes de Almeida, Pagu, Carolina Maria de Jesus, entre tantas outras, ajudam a revelar como a literatura brasileira foi construída também a partir de exclusões — e como esse quadro vem sendo tensionado nas últimas décadas por pesquisadoras, professoras e leitores.
Participam da mesa a professora Anna Faedrich (UFF), o professor Maximiliano Torres (UERJ) e a professora Carla Miguelote (UNIRIO), pesquisadores com atuação destacada nas áreas de literatura, crítica e estudos de gênero. A partir de diferentes perspectivas, o encontro convida o público a pensar não apenas o passado, mas também os desafios contemporâneos da produção, circulação e leitura de mulheres na literatura.
Mais do que uma exposição acadêmica, a mesa é um convite à escuta, ao diálogo e à participação ativa do público. Um espaço para compartilhar perguntas, inquietações e leituras, reafirmando a literatura como campo de disputa simbólica, memória e transformação.
Esperamos você para essa conversa necessária, em uma tarde dedicada a pensar juntas e juntos os caminhos possíveis para uma história literária mais ampla, diversa e justa.

Entrada franca